Falta de Desejo Sexual

Tanto Homens quanto Mulheres sofrem com a Falta de Desejo Sexual.

Quando se fala em transtornos do desejo sexual, o debate pode variar entre dois quadros: o desejo sexual hipoativo e a aversão sexual.

O desejo sexual hipoativo – trata da diminuição ou ausência de fantasias sexuais e do desejo de ter atividade sexual. Já a aversão é a esquiva ativa do contato sexual genital com o parceiro, onde a tentativa deste contato causa ansiedade, sofrimento, medo e até mesmo nojo, considerada uma situação de perigo.

A razão pode estar na cultura, em traumas na infância ou na iniciação sexual, educação religiosa muito rígida e repulsa pelas secreções genitais.

Obrigações familiares e sociais, sobrecarga de trabalho, atenção aos filhos, crises no relacionamento de longa data ou até mesmo com o próprio corpo podem fazer com o que sexo fique em segundo, terceiro ou em último plano para algumas mulheres.

Nas mulheres:

O que vejo na pouca literatura que existe sobre sexualidade no país, no cotidiano que vivencio no consultório e inúmeras palestra que já participei ou que ministrei, é que uma das principais causas da diminuição do desejo sexual entre o público feminino é a multiplicidade de funções assumidas pelas mulheres, não sendo o sexo uma prioridade na sua vida.

As mulheres conseguem realizar diversas tarefas durante um dia e depois de todas essas atividades, o sexo é deixado de lado.

A cultura que vivemos deixou bem claro que sexo é coisa feia para as mulheres. É isso mesmo! Aprendemos que sexo é algo que não podemos dedicar tempo e que existem outras coisas mais importantes para fazer.

Nos homens:

O cansaço e o estresse lideram a lista dos motivos que geram uma diminuição do desejo. Outros fatores de risco para o público masculino são: obesidade, hipertensão arterial, diabetes, insuficiência renal e alterações genéticas hereditárias, hipotireoidismo, anemia e uso excessivo de álcool e drogas podem ser fatores determinantes para afetar o desejo sexual.

Não é nada fácil também para os Homens, as dificuldades para conseguir ter uma ereção não quer dizer, necessariamente, que ele tem uma baixa impulsão sexual. Porém, essa dificuldade pode desencadear uma depressão e consequentemente até um distúrbio sexual.

Portanto, cuidar da saúde, conversar abertamente com o parceiro ou parceira, procurar auxílio profissional, para tratamento medicamentoso ou psicológico como uma terapia, por exemplo, podem ajudar na solução do problema. Uma sexualidade bem vivida é saúde!

Tanto homens quanto mulheres sofrem diariamente com medo de não conseguirem satisfazer seus parceiros sexualmente tanto quanto gostariam.

Claro que receber carinhos é muito importante para que uma pessoa se sinta amada, no entato, apesar do sexo ser um fator importante no relacionamento, ele não deve ser o único motivo para estar com alguém ou para não ficar com alguém.

 

Mônica Lima – Psicóloga CRP: 09/6660

Diretora de Relacionamentos da ABRASEX – Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual

Coordenadora do Grupo de Trabalho: Saúde e Sexualidade – CRP Subsede Triângulo

Diretora do SINDISHOSP – Sindicatos e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Uberlândia

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